SEGURANÇA · Notícia
Golpes com deepfake em videochamada crescem: como reconhecer e se proteger
Vídeos e vozes falsificadas por IA estão sendo usados para pedir dinheiro e dados. Veja sinais de alerta e medidas que funcionam de verdade.
Deepfakes deixaram de exigir estúdio. Com alguns segundos de áudio público, ferramentas conseguem clonar voz; com fotos de redes sociais, gerar rosto em vídeo. O golpe típico combina os dois: uma chamada rápida de alguém conhecido, pedindo transferência urgente em nome de uma emergência.
Os sinais costumam ser de contexto, não de imagem. Desvio de assunto quando você faz uma pergunta pessoal, pressa excessiva, pedido para não contar a ninguém, áudio com cortes estranhos, lábios levemente dessincronizados e iluminação inconsistente no rosto. Vídeos curtos e de baixa resolução são mais difíceis de analisar — e é justamente o que o golpista usa.
A defesa mais eficaz não é tecnológica, é processual: desligue e retorne por um canal que você mesmo escolheu. Uma ligação para o número salvo, uma mensagem por outro aplicativo ou uma pergunta cuja resposta só a pessoa real saberia. Nenhuma urgência legítima impede uma verificação de trinta segundos.
No dia a dia, reduza matéria-prima: restrinja a visibilidade de vídeos e áudios públicos, ative verificação em duas etapas em todas as contas, use gerenciador de senhas e desconfie de pedidos de código de verificação. Empresas devem treinar equipes para confirmar pagamentos por dois canais independentes — fraude por engenharia social não se resolve com antivírus.