USB-C · Notícia
USB-C obrigatório na União Europeia: o efeito prático nos próximos lançamentos
A regra europeia já vale para celulares e deve se estender a notebooks. Entenda o que muda no Brasil e quais aparelhos ainda resistem.
A União Europeia passou a exigir conector USB-C para carregamento em celulares, tablets, câmeras, fones e consoles portáteis vendidos no bloco. A regra também estabelece que o carregador seja vendido separadamente e que o aparelho aceite carregamento por qualquer carregador compatível com o padrão USB Power Delivery.
Na prática, a mudança já alcançou o iPhone, que migrou do Lightning para USB-C, e forçou fabricantes a padronizar acessórios. Também obrigou a documentar a potência máxima aceita e a não limitar artificialmente a carga com carregadores de terceiros — algo que antes acontecia em alguns modelos.
O Brasil não tem regra equivalente em vigor, mas o mercado acompanha a padronização por causa do volume europeu: manter duas linhas de produto é caro. A tendência é que os modelos lançados aqui já venham com USB-C, mesmo sem obrigação legal local.
Ainda há exceções e resistências. Aparelhos muito baratos, brinquedos e dispositivos sem recarga por cabo ficam fora do escopo, e acessórios antigos continuam circulando. Para o consumidor, o efeito mais imediato é a redução do número de cabos na mochila — e a necessidade de conferir se o cabo comprado suporta a potência que o aparelho aceita.