← Voltar para notícias

REDES · Notícia

Wi-Fi 7 começa a chegar ao Brasil: o que muda para quem vai trocar de roteador

Com homologação liberada, roteadores Wi-Fi 7 aparecem no varejo brasileiro. Entenda os ganhos reais e por que não é urgente trocar agora.

Wi-Fi 7 começa a chegar ao Brasil: o que muda para quem vai trocar de roteador

A Anatel liberou a homologação de equipamentos Wi-Fi 7 no Brasil, incluindo o uso da faixa de 6 GHz já autorizada para o Wi-Fi 6E. Com isso, roteadores da nova geração passam a ser vendidos oficialmente no país, em vez de depender de importação — o que também melhora a questão de garantia e suporte.

As melhorias do Wi-Fi 7 são técnicas e comunicadas com nomes pouco amigáveis: MLO, 320 MHz e 4K-QAM. Na prática, o MLO permite que um aparelho use duas faixas ao mesmo tempo, reduzindo latência e quedas na transição entre cômodos. Os canais de 320 MHz aumentam a banda, mas são poucos e disputados; o 4K-QAM melhora a eficiência em distâncias curtas.

O ponto central é que o ganho depende do cliente. Um roteador Wi-Fi 7 conectado a celulares Wi-Fi 5 entrega desempenho de Wi-Fi 5, com a vantagem de gerenciar melhor muitos dispositivos simultâneos. A lista de celulares e notebooks com Wi-Fi 7 no Brasil ainda é restrita a modelos mais caros.

Para quem tem internet de até 500 Mbps e aparelhos Wi-Fi 5 ou 6, trocar o roteador por um Wi-Fi 7 não é prioridade. Faz mais sentido investir em posicionamento, cabeamento e, se a casa for grande, em um sistema mesh. A troca se justifica quando o gargalo é a rede local — backups grandes, streaming interno e muitos dispositivos ao mesmo tempo.